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16.06.2016  

25 anos da independência - Memórias

Brasília, 16 de junho - Visto que celebramos 25 anos da independência, nesses dias estamos publicando algumas memórias dos eslovenos que moram no Brasil. O autor do seguinte texto é prof. dr. Valdeir Rejanildo Vidrik, professor universitário e descendente dos eslovenos.

A Eslovênia que vence aos 25 anos

Era mês de junho de 1991, por telefone eu conversava com um parente na Eslovênia que me falava sobre a independência. Estava contente,  mas ao mesmo tempo preocupado com as reações imediatas que poderiam ocorrer, bem como sobre o futuro do nosso pequeno país. O tempo passou, enfrentamos dificuldades, lutamos e chegamos aos 25 anos com muitas vitórias, das quais se pode escrever muito, mas resolvi  focar brevemente nas conquistas feitas pela gente  Eslovena. Não foi difícil! Ainda há poucos dias vi no noticiário: “Pesquisadores  eslovenos foram os primeiros a demonstrar a ligação entre o Zika vírus e os danos ao cérebro dos fetos”. Como professor da  área de gestão de inovação,  imediatamente tal noticia me  chamou a atenção não só pelo seu grau de contribuição à ciência, mas também,  porque  vi nela dois aspectos culturais dos eslovenos vitais para a vanguarda na ciência e tecnologia,  e consequentemente para a competitividade do País:  próatividade e velocidade. Explico melhor. Os maiores efeitos do Zika sobre a mal formação craniana começaram a ser constatados  aqui no Brasil no quarto final do ano passado, portanto há apenas alguns meses. Uma corrida internacional iniciou-se deste então à busca de respostas para a nova  doença. Enquanto em alguns importantes países ainda se buscam fundos bilionários para pesquisas, os Eslovenos já encontraram  parte significativa  das respostas,  reconhecidas internacionalmente, e mais importante: foram os primeiros!  Quem conhece gestão sabe da importância de ser o primeiro  para a construção da imagem e da competitividade.
 Mas essa demonstração da capacidade de sair na frente, de avançar,  abordada  neste texto,  focando apenas o  caso do Zica vírus,  não é o único. Muitos outras conquistas científicas, tecnológicas,  em diferentes áreas do conhecimento humano tem sido conseguidas pelos Eslovenos e exportadas para a mundo. Somos portanto,  um jovem e pequeno país,   mas acima de tudo uma nação com  grande talento   para  competir até   com países muito maiores e muito mais velhos. Aliás, nossa espera por mais de 1200 anos para termos nosso próprio país, se por um lado  muito nos custou,  por outro   nos moldou  na cultura mais dois  outros importantes pré-requisitos comumente  encontrado dentre os  grandes  inovadores: a persistência e autoconfiança. Nossa historia  nos ensinou  a resistir e a sempre sentir   que podemos,  e nesses 25 anos  avançamos, conseguimos nossa independência,  formatamos nossa  nação, construímos novos conhecimentos, novas tecnologias, novos negócios,  vencemos nos esportes e em  tantos outros campos, vamos nos tornando exemplo, referência. E mesmo não tendo  todas as matérias primas da natureza em nosso solo pátrio, somos capazes de muito  fazer  e ainda dar   exemplo  de crescimento  e  manutenção  da sustentabilidade ambiental, basta olhar o  nosso verde. E se em nosso solo pátrio  nos falta alguma matéria prima, certamente temos o melhor e mais precioso de todos os recursos:   gente com compromisso, qualidade e capacidade para fazer acontecer, seja onde estiver, seja  naquilo que fizer. Assim é  que  somos, e por isso tudo muito nos orgulhamos e assim seguiremos avançando.
 

Prof. Dr. Valdeir Rejanildo Vidrik
Faculdades Integradas de Ourinhos, São Paulo,Brasil
Chefe do Departamento de Administração de Empresas